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| O escriba profissional era uma importante figura nos vários
aspectos da administração do antigo Egito
civil, militar e religioso. Quando uma pessoa iletrada precisava
redigir ou ler um documento, via-se obrigada a pagar o serviço
de um escriba. Cerca de 12 anos eram necessários para
que alguém estivesse em condições de ler
e escrever os cerca de 700 hieróglifos que eram comumente
usados no decorrer do Império Novo e os estudos podiam
começar aos quatro anos de idade. Muitos exercícios
escolares antigos sobreviveram em seu inteiro teor, com correções
dos professores, e são geralmente cópias dos clássicos
egípcios. |
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Os principais instrumentos empregados
pelos escribas formam o hieróglifo mostrado ao lado.
São eles: uma paleta com reentrâncias para pedaços
sólidos de pigmento vermelho e preto, um recipiente com
água e um cálamo de junco. A paleta era normalmente
feita com um pedaço retangular de madeira. Suas dimensões
podiam variar entre 20 e 43 centímetros no comprimento,
entre cinco e oito centímetros na largura e entre um
e cinco centímetros na espessura. Numa das extremidades
havia duas ou, às vezes, várias cavidades para
conter as tintas na forma sólida. A tinta preta era feita
com carvão e a vermelha com ocre dessa cor finamente
moído. Ambas eram misturadas com uma solução
fraca de cola de forma a endurecerem ao secar. Ao escrever o
profissional misturava água à pasta do pigmento,
como fazem as crianças de hoje com as suas aquarelas.
O cálamo era feito de uma haste de junco, com cerca de
15 a 25 centímetros de comprimento. Sua ponta era cortada
obliquamente e depois mordida pelo escriba para quebrar as fibras.
Os cálamos eram guardados em uma ranhura cavada na parte
central da paleta. Tais ranhuras podiam, às vezes, conter
uma tampa corrediça, como os estojos escolares de madeira
ainda hoje utilizados pelas crianças. Entre as paletas
encontradas pelos arqueólogos muitas continham inscrições
a tinta em hierático, as quais parecem ser anotações
administrativas feitas pelo próprio escriba, tais como
medidas, nomes, contas, registro de mercadorias, etc. Outras
paletas contém inscrições em hieróglifos,
geralmente invocando o deus Thoth, o deus da escrita, o que
parece indicar que faziam parte do equipamento funerário
de seus donos. Todo esse material o profissional da escrita
carregava dentro de caixas de madeira ou de bolsas de couro.
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